Acidente Vascular Cerebral


Nesta 17* publicação tenho o intuito de compartilhar pontos que vivenciamos em minha família, mais diretamente com a minha mãe há 15 dias. Me desculpo antecipadamente por explanar a temática de maneira breve, pois eu e meus irmãos temos alternado a rotina de trabalho, cuidado com afazeres domésticos, estudos, com as visitas à UTI e agora mais recentemente com o acompanhamento de minha mãe no quarto do hospital, pois é, há 15 dias nossa vida deu uma reviravolta, mas vamos lá, pois não quero que o mesmo erro seja praticado com vocês, com um paciente que você acompanhe ou familiares.

Mais uma vez notei a importância de processos e protocolos em uma organização e, mais que isso, a educação em saúde para a identificação dos sinais e sintomas que o paciente está apresentado no ato da admissão hospitalar ou em primeiro contato com o serviço de saúde.

É no primeiro contato com o paciente que pode contactuar ou não, que é importante observar o maior número de sinais e sintomas e atrelar a história clínica do mesmo com as informações relatadas.

Complemento que na prática clínica protocolos e Guidelines instigam que o colaborador saiba cada vez mais sobre como relatar e adotar condutas extremamente importantes principalmente nas primeiras horas do paciente pós AVC.

Você sabe quais são os sinais e sintomas que podem estar relacionados ao AVC? Não? Se sim, vamos recordar!

  • Dor de cabeça intensa que surge de repente;

  • Diminuição da força de um dos lados do corpo, que é visível no braço ou na perna;

  • Perda da sensibilidade de uma parte do corpo, não identificando o frio ou calor, por exemplo;

  • Dificuldade em permanecer de pé ou ficar sentado, pois o corpo cai para um dos lados, não conseguindo andar ou ficar arrastando uma das pernas; Alterações da visão, como perda parcial da visão ou visão embaçada;

  • Rosto assimétrico, com boca torta e sobrancelha caída; Dificuldade para levantar o braço ou segurar objetos, pois o braço fica caído;

  • Fala embolada, lenta ou com um tom de voz muito baixo e muitas vezes imperceptível;

  • Movimentos incomuns e descompassados, como tremores;

  • Sonolência ou mesmo perda de consciência;

  • Perda de memória e confusão mental, não sendo capaz de realizar ordens simples, como abrir os olhos e, podendo ficar agressivo e não saber referir a data ou o seu nome, por exemplo;

  • Náuseas e vômitos. Achei interessante e simples uma forma de alertar sobre a possibilidade de um AVC, resumida em 4 letras S: sorriso, durante o AVC ocorre o desvio de rima (a boca fica torta), A: Abraço, é difícil levantar os dois braços, M: música, é difícil cantar, a fala fica embolada, U: Urgente, acione o serviço de urgência se o paciente não conseguir fazer as tarefas. É importante entender que cada minuto perdido impactará diretamente nos desdobramentos da doença e sequelas causadas pela mesma.

GABRIELA DE CARVALHO

É Gerontóloga, escreve na coluna de Gerontologia do BLOG GERATIVIDADE toda primeira semana do mês.

contato: gabrielacgerontologa@gmail.com

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