De onde vem a vontade de viajar?


Já se fez essa pergunta alguma vez na sua vida? De onde surge a vontade de viajar? Em qual dos nossos sentimentos escondidos está intrínseca essa imensa vontade de conhecer aquilo que ainda nos é desconhecido? Ou simplesmente de mudar a rotina e experimentar novos ares? Há uma fase da vida em sentimos mais necessidade de viajar? Se buscarmos o olhar da ciência fica difícil definir uma só motivação para viajar. Não há apenas um estímulo geral e cético que faz as pessoas viajarem, mas sim diversas motivações com diferentes origens e propósitos. Estímulos personalizados, se assim podemos dizer. Há quem diga que existe o gene da aventura enrustido em alguns seres humanos que nos deixam assim: afoitos pela próxima parada. “O seu desejo incontrolável de viajar pode estar marcado no seu código genético, mais especificamente no gene DRD4, também chamado de ‘gene da aventura‘. O DRD4 é um gene variante, relacionado ao controle de dopamina, um neurotransmissor que tem um papel importante no sistema de aprendizado e recompensa. Indivíduos que apresentam o alelo DRD4-7R ativado, são criativos, inquietos e estão sempre pensando em viajar em busca de novos mundos (Fratus, 2015)". Sendo um gene ou não, alguns atributos são mais comuns dentre aqueles que se dizem apaixonados pela viagem, pelo turismo e pela mudança. A busca pela felicidade pode ser colocada como o primeiro deles: a sensação de liberdade de uma viagem nos deixa mais aptos a desfrutar de experiências prazerosas, o estado de espírito é mais favorável. O fascínio pelo exótico é outro ponto importante na decisão de viajar: a mudança traz novas perspectivas, e tudo que é novidade torna-se interessante, por nos trazer a curiosidade de conhecer. As descobertas e associações que fazemos com o mundo que vivemos também nos traz a sensação de evolução, muitas vezes por fazermos ligação de coisas que aprendemos na escola com aquilo que estamos ali a ver, faz-nos sentir mais informados e instruídos. A experiência espiritual de estar em um local fora do comum nos traz paz por percebemos que nossos problemas podem ter solução, ou que nem são tão importantes assim, por termos muito mais o que receber em troca. E por fim vale citar um atributo muito valorizado pelo indivíduo que gosta da arte de viajar, que é o exercício do olhar próprio: o poder de interpretação de lugares desconhecidos que a viagem te dá é riquíssimo para nossa própria formação e autoconhecimento. Há quem diga que viajar é um vício. Você não sente falta, até que experimenta pela primeira vez. A partir daquele momento sempre quer repetir a empreitada. Possivelmente porque os benefícios de uma viagem antes, durante e depois dela são muitos e são perceptíveis. Queda no nível de estresse; novas perspectivas sobre a vida; estímulo à criatividade (as pessoas tendem a ter mais ideias quando estão longe, fisicamente, dos seus problemas); aproximação de familiares, casais, amigos (o fato de criar memórias de viagem compartilhadas aproxima as pessoas através das experiências em comum vivenciadas). E então…de onde vem essa sua vontade de viajar? Você sabe me responder?

DÉBORA BAUNGARTNER

Turismóloga, escreve na coluna de Lazer e Turismo do BLOG GERATIVIDADE toda segunda semana do mês.

debora.baungartner@gmail.com

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