Nossas tradições e nossos costumes


No texto do mês passado pensamos em como podemos designar uma palavra para nosso modo de levar a vida, e nossos objetivos e metas. Agora vamos parar para pensar, o que nos faz tão diferente e ao mesmo tempo tão parecidos uns aos outros, durante nosso envelhecimento?

Dentro da nossa passagem, temos etapas que foram construídas de acordo com nossas origens e experiências adquiridas ao longo de nossa trajetória. Podemos dizer que grande parte da "linha do tempo" da história de cada um é escrita por costumes e tradições próprios, que levamos no decorrer do percurso.

Nosso dia a dia nos exige tomada de decisões a todo momento, e em sua grande maioria seguimos manifestações do nosso inconsciente que estão relacionadas às tradições e costumes que mantemos escondidos (ou não) dentro de nós. As atitudes que tomamos perante situações com as quais nos deparamos, por diversas vezes estão relacionadas com costumes e tradições que refletem nossa formação e o caminho que traçamos.

E qual a diferença entre costume e tradição? O que poderia ser considerado tradicional e o que poderia ser considerado um costume?

Tradição podemos entender como um legado, uma herança que pode ser transmitida entre gerações e perpetuada ao longo da história, mas invariável. A tradição não muda. Tradição não se cria, herda.

Já costume é uma prática social estabelecida e variável. São hábitos equivalentes a um determinado grupo, a uma sociedade, a um estilo de vida, a uma faixa etária, etc. O costume não impede a inovação e pode evoluir, transformar-se até certo ponto: desde que seja compatível ao precedente. A tradição acaba por ser um conjunto de costumes que pertence à cultura de um povo e que é preservado por gerações quando há valor universal contido neles.

Cada país, cada cidade, cada bairro, cada família, cada cantinho, cada época do ano, cada história tem sua tradição e seus costumes. Cada pessoa tem a sua tradição e carrega consigo traços e costumes intimamente ligados às origens e modificado pelas experiências, e por isso, muitas vezes, somos ao mesmo tempo parecidos e diferentes uns dos outros. Temos a mesma origem com diferentes experiências vividas ou vice-versa.

Ou seja, a única pessoa que conhece todas as suas justificativas ao longo da “linha do tempo” da vida é você mesmo. Como diria Almir Sater em sua canção: “Cada um de nós carrega a sua história…”.


DÉBORA BAUNGARTNER

Turismóloga, escreve na coluna de Lazer e Turismo do BLOG GERATIVIDADE toda segunda semana do mês.

debora.baungartner@gmail.com


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