A importância da comunicação para construção da velhice e envelhecimento digno


Sabe aquela pessoa que vê envelhecimento e velhice, e a possibilidade de falar sobre eles em tudo? Sim, essa sou eu! Somos o tempo todo convidados a pensar sobre o envelhecer, seja pelo rápido contato com um idoso no transporte público no caminho diário para o trabalho, pelas notícias do jornal que falam escancaradamente sobre a necessidade de adoção de novas estratégias para que o direito à aposentadoria seja garantido, pelas rápidas esquetes do comercial ou até mesmo a notícia sobre como os idosos abrilhantam com suas atuações o horário nobre das grandes emissoras de televisão.

Adianto que não faço juízo de valores sobre algumas informações de massa transmitidas de maneira apelativa, mas sim opto por relembrar nossa geração que tem sim a possibilidade de ver novelas, seriados e peças encenadas por atores como Lima Duarte, Fernanda Montenegro, Laura Cardoso, estando estes na novela “O Outro Lado do Paraíso”.

Trouxeram a tona muitos dos temas que já discutimos anteriormente ou discutiremos em outras publicações de maneira mais minuciosa como: o casamento entre idosos, sexo e sexualidade na velhice, a prostituição, trabalho informal ou formal, a ressignificação da morte e do morrer, a GerAtividade, o idoso como ancião, a importância da religiosidade e os ritos de passagens.

Confesso que não acompanhei religiosamente cada capítulo, mas os desdobramentos dados a atuação dos nonagenários me chamou muito mais atenção, não pelo simples fato de estarem lá, mas sim para o fato de estarmos o tempo todo bombardeados por notícias e ideias que muitas vezes nos cegam e nos conduzem de maneira alienada.

Pois bem, não aprendemos desde os primeiros momentos de vida que há na comunicação ônus e louros, então cabe aqui minha principal colocação, opto por escrever sobre comunicação, pois vejo que hoje ela é ágil e pode ser utilizada ao nosso favor em sua magnitude, porém apresenta-se de maneira tendenciosa, nossa agora fiquei confuso, não, não ficou! Quero dizer que temos que utilizar as informações da melhor maneira, olha o quanto observei e pude absorver de uma telenovela. Peço que sejamos críticos e atentos a tudo que nos é passado e vendido. Valorizemos toda forma de comunicação e saibamos que todo e qualquer mito ou estereótipos sobre o envelhecimento e velhice pode ser propagado muito rapidamente, em tempos tão líquidos que vivemos. Finalizo a publicação desse mês dividindo um trecho por Fernanda Montenegro da escritora Simone de Beauvoir - “O que eu sempre quis foi comunicar da maneira mais direta o sabor da minha vida. Unicamente, o sabor da minha vida.”


GABRIELA DE CARVALHO

É Gerontóloga, escreve na coluna de Gerontologia do BLOG GERATIVIDADE toda primeira semana do mês.

contato: gabrielacgerontologa@gmail.com

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