Reabilitação Neuropsicológica


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A Reabilitação Neuropsicológica visa que pacientes com déficits cognitivos causados por lesão ou doença possam adquirir um bom nível de funcionamento social, físico e psíquico (Mc Lellan, 1991 como citado em Ávila, 2003). É um tratamento que leva em consideração fatores biológicos, psicológicos e sociais, ou seja, é preciso observar as alterações físicas e cognitivas do indivíduo, o ambiente em que vive, os fatores subjetivos, a sua biografia e envolve tanto o paciente quanto seus familiares (Ávila, 2003). O profissional especialista em Reabilitação Neuropsicológica planeja auxiliar os pacientes na manutenção de sua independência por meio do treino de atividades e hábitos (Fiorotto & Barroso, 2015), com o objetivo de alcançar uma diminuição dos déficits que, muitas vezes, geram complicações como o afastamento e isolamento social, dependência e discriminação (Kitwood, 1997 como citado em Ávila, 2003). Esse tipo de tratamento pode ser feito em qualquer fase do ciclo de vida. Para uma boa Reabilitação Neuropsicológica é imprescindível à colaboração interdisciplinar de profissionais da área de saúde (Santos, 2005) e também da área educacional e social que acompanham o paciente. A reabilitação é em primeiro lugar determinada pela idade, localização neural da lesão e função envolvida, mas também por outros fatores como patologia, presença de convulsões, estágio de desenvolvimento da função cognitiva (Hartlage & Long, 1997 como citado em Santos, 2005). Na velhice, quando a presença de fatores genéticos e/ou contextuais favorece o surgimento de Doenças Crônicas não Transmissíveis, (Seima & Lenardt, 2011 como citado em Ilha et. al., 2016) é preciso levar as especificidades dessa fase da vida em consideração. Nesse contexto, inserem-se as demências, em especial, a Doença de Alzheimer, que é descrita como uma doença neurodegenerativa irreversível, que causa um declínio progressivo das funções cognitivas e motoras (Seima & Lenardt, 2011 como citado em Ilha et. al., 2016). Por isso, quanto antes o diagnóstico de Doença de Alzheimer for realizado e a reabilitação implementada, melhores resultados serão obtidos, pois possibilitará ao paciente permanecer por mais tempo independente. Pequenas alterações cognitivas ou até mesmo a estabilização de algumas funções cognitivas já revelam ganho e podem representar grande benefício na vida dos pacientes, inclusive evitando maiores sobrecargas a seus cuidadores (Ávila, 2003). O especialista em Reabilitação Neuropsicológica possui a base necessária para avaliar o paciente junto à equipe multidisciplinar, elaborar uma conduta que atenda as necessidades do indivíduo, não somente biológicas, mas também psicológicas e sócias, e ao mesmo tempo apoiar a família dando um suporte adequado para que todos tenham condições de participar ativamente do tratamento.

CAROLINA GODOY

Gerontóloga na empresa GERATIVIDADE. Capacitada em Estimulação Cognitiva Intergeracional pelo Instituto de Pesquisa Sírio Libanês e Pós-graduanda em Reabilitação Neuropsicológica pela UFSCar. Coordenadora do Programa Melhorando a Memória.

carolinageronto@gmail.com

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