MITOS E ESTEREÓTIPOS DO ENVELHECIMENTO


Cena do filme Up - Altas Aventuras (2009)

E lá vamos nós para mais um mês de muito aprendizado gerontológico.

Nesse mês, e em especial nesta publicação, quero compartilhar e discutir alguns mitos e estereótipos que acabaram por replicar e reforçar de maneira pouco crítica e nada fundamentada, gerando aquele sentimento de "gerontofobia", [do grego - gero: envelhecimento / fobia: medo].

Para compreender mais o tema, trago a definição do termo estereótipo por NERI (2006): "... Estereótipos nos ajudam a compreender o mundo, porém, nos leva a uma negligência ou minimização das diferenças individuais, quando algumas características de um determinado grupo são selecionadas e realçadas, definindo seus componentes de uma forma geral..."

Há quem já tenha replicado algum dos mitos e estereótipos que serão apresentados, não é mesmo? "A velhice é a melhor idade", "Idoso vira criança", "Idoso é ranzinza", "Idoso não aprende".


1) A velhice é a melhor idade?

FALSO: Muito se discute esse termo que acaba por romantizar muitos aspectos da velhice, podemos dizer que a melhor fase é aquela que se vive, não podendo generalizar que todos os idosos acreditam que essa fase seja mesmo a melhor idade, pois a velhice é a fase mais heterogênea do ciclo de vida.


2) Idoso vira criança?

FALSO: Conforme lei Federal nº 10.741, de 10 de outubro de 2013, artigo 4º "Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei.", ou seja, quando infantilizamos o idoso, estamos desrespeitando o estabelecido em 2003. Devemos considerar a história de vida do indivíduo idoso sob todos aspectos biopsicossocial. O idoso é toda as histórias de vida que esse vivenciou!


3) "Idoso não aprende"?

FALSO: Pessoas mais velhas aprendem tanto quanto os mais jovens conforme observado em ações e programas de gerontologia educacional, desde que sejam consideradas sua história de vida, interesses e aspectos motivacionais. Nunca se deve generalizar uma metodologia educacional para todas as gerações, já que cada uma possui seus interesses, pois a educação é um fenômeno plurifacetado, segundo [ Libâneo (2002, p.26) ].


Deixarei a seguir tópicos para reflexão, e discutiremos estes nas postagens de maio e junho. Mas conte para nós sobre: "Idoso não possui vida sexual ativa" e "Idoso não produz".

As afirmações destacadas tratam-se de mitos ou verdades?

Além disso, deixe sua dúvida ou sugestão no campo observação, que terei a honra de contribuir para desmistificá-los.


#GerAtividade #mitoseestereótipos #velhice

GABRIELA DE CARVALHO

É Gerontóloga, escreve na coluna de Gerontologia do BLOG GERATIVIDADE toda primeira semana do mês.

Para contato: gabrielacgerontologa@gmail.com


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